Whatsapp 13 99208-1607 | Mail: dpantunes@danielpenteado.com.br



Nzinga | Rainha Nzinga | Luanda 1624 - 1663


Nzinga viveu durante um período em que o tráfico de escravos africanos e a consolidação do poder dos portugueses na região estavam a crescer rapidamente.

Era filha de Nzinga a Mbande Ngola Kiluajee de Guenguela Cakombe, e irmã do Ngola Ngoli Bbondi(o régulo de Matamba), que tendo se revoltado contra o domínio português em 1618, foi derrotado pelas forças sob o comando de Luís Mendes de Vasconcelos.

O seu nome surge nos registros históricos três anos mais tarde, como uma enviada de seu irmão, numa conferência de paz com o governador português de Luanda. Após de anos de incursões portuguesas para capturar escravos, e entre batalhas intermitentes,Nzinga negociou um tratado de termos iguais, converteu-se ao cristianismo para fortalecer o tratado e optou o nome português de Dona Ana de Sousa.

Indomável e inteligente soberana (1624-1663) do povoGinga de Matamba e Angola e nascida em Cabassa, interior de Matamba, que altaneira e silenciosa conseguiu juntar vários povos na sua luta contra os invasores portugueses e resistiu até ao fim sem nunca ter sido capturada, tornando-se conhecida pela sua coragem e argúcia.

Do grupo étnico Mbundu, era filha do rei dos mbundus no território Ndongo, hoje em Angola, e Matamba, Ngola Kiluanji, foi contemporânea de Zumbi dos Palmares (1655-1695), o grande herói afro-brasileiro, ambos pareceram compartilhar de um tempo e de um espaço comum de resistência: o quilombo. Enviada a Luanda pelo seu meio irmão e rei Ngola Mbandi, para negociar com os portugueses, foi recebida pelo governador geral e pediu a devolução de territórios em troca da sua conversão política ao cristianismo, recebendo o nome de D. Anna de Sousa.

Depois os portugueses não respeitaram o tratado de paz, e criaram uma situação de desordem no reino de Ngola. A enérgica guerreira, diante da gravidade da situação e da hesitação de seu irmão manda envenená-lo, tomando o poder e o comando da resistência à ocupação das terras de Ngola e Matamba. Não conseguindo a paz com os portugueses em troca de seu reconhecimento como rainha de Matamba, renegou a fé católica, aliou-se aos guerreiros jagas de Oeste e fundou o modelo de resistência e de guerra que constituía o quilombo.

Com sua política ardilosa, conseguiu formar uma poderosa coligação com os estados da Matamba, Ndongo, Congo, Kassanje, Dembos e Kissama, e comandou a resistência à ocupação colonial e ao tráfico de escravos no seu reino por cerca de quarenta anos, usando táticas de guerrilhas e de ataques aos fortes coloniais portugueses, incluindo pagamentos com escravos e trocas de reféns. Após a assinatura de um tratado (1656) com o governador geral, que incluiu a libertação de sua irmã Cambu, então convertida como Dona Bárbara e retida em Luanda por cerca de dez anos pelos portugueses, e sua renúncia aos territórios de Ngola, uma paz relativa voltou ao reino de Matamba até a sua morte, aos 82 anos, sendo sucedida por Cambu, continuadora da memória de sua irmã, mas já estava em curso o declínio da Coligação. Dois anos mais tarde, o Rei do Congo empenhou todas as suas forças para retomar a Ilha de Luanda, ocupada por Correia de Sá, saindo derrotado e perdendo a independência, e no início da década seguinte o Reino do Ndongo foi submetido à Coroa Portuguesa (1771).

A rainha quilombola de Matamba e Angola tornou-se mítica e foi uma das mulheres e heroínas africanas cuja memória desafiou tempo, dando origem a um imaginário cultural que invadiu o folclore brasileiro com o nome de Ginga, despertou o interesse dos iluministas como no romance Zingha, reine d'Angleterre. Histoire africaine (1769), do escritor francês de Toulouse, Jean-Louis Castilhon, inspirado nos seus feitos, e foi citada no livro L'Histoire de l'Afrique, da publicação Histoire Universelle (1765-1766). Ainda hoje é reverenciada como exemplo de heroína angolana pelos modernos movimentos nacionalistas de Angola.

Sua vida tem despertado um crescente interesse dos historiadores, antropólogos e outros estudiosos do período do tráfico de escravos. Sua resistência à ocupação dos portugueses do território angolano e o conseqüente tráfico de escravos, tem sido motivo de intensos estudos para a compreensão de seu momento histórico, caracterizado por sua habilidade política e espírito de liderança desta rainha africana na defesa de sua nação. Também é conhecida como Jinga, Zhinga, Rainha Dona Ana e Rainha Zinga.


Importantes datas da vida da Rainha Ginga
1580 – Nascimento de Nzinga mbandi
1590 – Participação na batalha de Massangano com o pai Ngola Kiluanje
1617 – Morte do pai, rei Ngola Kiluanje
1621 – Assinatura do tratado de paz com os portugueses
1622 – Baptismo católico
1623 – Inicio do reinado, no Ndongo
1625 – Estabelecimento do acampamento de guerra
1626/40 – Intensas batalhas contra os portugueses, coligação com os reinos da Matamba, Ndongo, Congo, Kassanje, Dembos e Kissamas
1630 – Consegue-se que as lutas tribais acabem, fazendo aliança com o chefe jaga
1641 – Aliança com os portugueses
1645 – A rainha Nzinga cerca os portugueses que se encontravam em Massangano
1647 – Consolidação da tripla aliança Ginga-Rei do Congo-Holandeses
1648 – Derrota os portugueses em Massangano
1650 – Tratado de paz com os portugueses
1651 – Autorização da entrada dos missionários no seu reino
1657 – Assinatura do novo tratado de paz com os portugueses
1658 – Casamento de Ginga com Dom Salvatore
1659 – Ultima batalha vitoriosa de Ginga
1660 – Conversão final ao catolicismo
1662 – Ginga mandou uma embaixada ao Papa Alexandre VII
1663 – 17 de Dezembro de 1663, morre a poderosa Rainha Ginga, com 83 anos de idade


Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/Ginga000.html
Todas as Fotos copiadas do Free Website

Volta ao Topo



Comentários e Sugestões

foxyform
Pesquisar No Site


Sem Video