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N D | Mestre Zambi | Bahia - 1957


Nascido em Itabuna Bahia, em 1957. Passou sua infância na Praia do Malhado em Ilhéus, passava o tempo vendo e ajudando os pescadores no arrasto das redes de pesca, ganhava os peixes menores para ajudar no sustento da família, e ali mesmo brincava nas areias da praia.

Em torno dos seus 10 anos de idade, nas ruas de Campinhos brincava de lutar com os amigos, influenciado na época pelos Lutadores de Telecatch, grande sucesso nos anos 60. Foi quando um rapaz novo, vendo os meninos brincarem de lutar, aproveitou-se para ensinar golpes de capoeira, e o primeiro golpe que o Mestre Zambi aprendeu foi o SDobrado.

Aos 16 anos já em São Paulo, treinou capoeira no Bairro da Brasilândia com o Mestre de nome Waldemar, o conheceu na quadra da Rosas de Ouro. Mas Mestre Waldemar morreu um tempo depois.

Em Setembro de 1978, houve um Festival de Capoeira em São Paulo no estádio do Pacaembu, foi quando conheceu Mestre Suassuna e seu trabalho, era então maior grupo de capoeira da época, a Associação de Capoeira Cordão de ouro. Fez alguns bicos e juntou dinheiro suficiente para pagar antecipado três meses de academia, e assim começou a treinar. Suassuna o apelidou de Risadinha. Esteve no auge da capoeira sendo visto e lembrado, por seu jeito brincalhão de jogar com os adversários, além de ser muito rápido e técnico.

Já era formado a Contra Mestre, quando foi convidado pelo Mestre Suassuna para ir, juntamente com outros professores, Biriba, e Marcelo Caveirinha aos EUA. Lá Mestre Zambi passou a dar aulas. É um dos pioneiros a ensinar e a divulgar a cultura da capoeira fora do Brasil.

Nessa época Mestre Zambi já tinha seu próprio grupo, que era a Associação de Capoeira Filhos de Zambi, e quando foi para exterior, deixou seu grupo sobre a responsabilidade do seu discípulo mais velho, o Saudoso Branco.

Mestre Zambi saiu dos EUA, e foi para Colômbia, onde passou pouco período dando aulas de capoeira, e após retornou para o Brasil, e retomou seu trabalho no seu grupo. Certo dia sua mãe finada Dona Nair ouviu no rádio que um rapaz de apelido Risadinha teria sido morto a tiros, e Dona Nair entrou em total desespero, pensando que seu filho havia morrido, e quando ele chegou em casa sua mãe desabou em prantos, foi quando resolveu adotar o nome Zambi.

A escolha desse nome, se deu primeiramente para homenagear os tempos de escravidão dos negros, pois Zambi foi um dos Filhos de Ganga Zumba no Quilombo de Palmares e também por achar um nome forte e bonito, posteriormente teve ciência que na cultura Banto significa"Deus Supremo". Por sede de aprendizagem, seguiu sua estrada na capoeira e teve a oportunidade de conviver com o saudoso angoleiro Mestre Gato Preto da Bahia, chegaram a morar juntos por um tempo em São Paulo. Mestre Gato então o formou a Mestre.

Na Capoeira Angola, não são dadas graduações de cordas, cordéis ou cordões. Mas em um caso especial, Mestre Gato deu o cordão branco para Mestre Zambi, graduação essa que é máxima no mundo da capoeira, o que fez ganhar ainda mais prestígio e respeito dos capoeiras.

Mestre Zambi, tinha o título lhe dado pela capoeiragem Paulistana de ser um dos melhores capoeirista do mundo. Uma verdadeira lenda viva. Seu Grupo de Capoeira Filhos de Zambi, nas décadas de 80 e 90, sua academia vivia lotada de alunos em todos os horários, de manhã, de tarde e de noite. Um verdadeiro berço de bambas, teve na época grandes alunos, e alguns permanecem até hoje como capoeiras da atualidade tais como Branco, Plínio, Azeitona Preta, Cesar, Pelicano, Chico Ceará, Fumaça, Romeu, Chocolate, Cabecinha, Jaguara, Tigrão, Polar, Lima, Babalu, Panão, Canguru, Sete Linhas, Neves, Perna, Siri, Pixoxó, Jaguatirica, Escorpião, Bugiu, Taturana, Cadeado, Caixa D'agua,Marcelo, Call ... além de várias mulheres Rose, Concha, Luciana, Luciane, Branca, Ruka, Renata, Cris, Tatiana, Debão entre outras. Maravilhosas gerações de capoeiristas, que aprenderam não apenas jogar capoeira, mas tiveram fundamentos históricos, musicais e de dança folclórica, pois desenvolveram lindas e inesquecíveis apresentações de maculelê, puxada de rede e dança afro.

http://mestrezambi.blogspot.com.br/p/mestre-zambi.html fonte


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