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Nilton Ribas Martins Junior | Mestre Ribas | Santos - SP


Iniciou a prática da capoeira em 1987 com Mestre Fábio Parada (que é seu mestre até hoje) na Associação de Capoeira Movimentos, levado pelo Mestre Eduardo Storti (presidente-fundador do Grupo de Capoeira Equilíbrio), que na época já era aluno-formado e prestava serviço militar junto comigo em um quartel do Exército, na cidade do Guarujá, litoral Paulista. Me tornei aluno-formado em 1990, e cordão-trançado (verde,amarelo e azul, que na época era contramestre) em 1991, ano que comecei a ensinar capoeira.

A Capoeira Santista é a escola e o estilo que ele idealizou e vem desenvolvendo desde o ano que comecei a ministrar aulas efetivamente (entre 1990 e 1991). Porém esse trabalho passou por várias fases e também já teve vários nomes. Em 1992, fundei um grupo denominado "Nova Geração", assumindo um trabalho em uma academia em São Vicente, deixado pelo então Professor Otcho (Wanderlei Lacerda de Matos, terceiro discípulo de mestre Parada a receber o título de mestre, em junho de 1998, e que realiza seu trabalho em Portugal).

Paralelamente a esse núcleo que ele inicou em São Vicente, assumi também um horário na própria sede da Movimentos, deixado por uma professora na mesma época que meu irmão, o então aluno-estagiário Ribinhas, havia fundado um grupo denominado por ele de "Inovação", também em Santos. Após algum tempo, resolvemos unir as nossas turmas de alunos e formar um grupo denominado "Ribas e Ribinhas" (mantive minhas atividades com esse nome por quase quatro anos).

Acontece que nessa época, paralelamente a todos esses acontecimentos, ele comecou a perceber as muitas influências que muitos capoeiristas daqui de Santos (inclusive professores e mestres) começaram a sofrer com outros "estilos", e esse fato foi algo que ele considerou muito ruim, pois além de descaracterizar totalmente a espontaneidade da capoeira daqui, ainda emprestava a ela um ar de superioridade e arrogância que eu, sinceramente, não reconhecia.

Além disso, o período dessa sua percepção coincidiu com a ida do Ribinhas (já com a graduação de contramestre) para os Estados Unidos para desenvolver lá seu trabalho, em novembro de 1997.

Foi nesse contexto que ele idealizou finalmente o que denominei de Capoeira Santista. A partir de então, através de uma postura séria e de uma filosofia voltada para disciplina e, principalmente, para as características fundamentais da capoeira que eu aprendi, venho tentando preservar e divulgar, junto com meus formados e alunos, tudo aquilo que, durante muitos anos, fez da capoeira de Santos uma capoeira respeitada e apreciada por todos os mestres e capoeiristas que por aqui passaram.

Atualmente, o trabalho que ele realiza, além de inspirar alguns núcleos de capoeira da sua região conta, inclusive, com dois núcleos internacionais: um em Israel e outro na Austrália.




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