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José Antonio Pinheiro | Mestre Pinheiro | Minas Gerais - 1952


José Antonio Pinheiro da Silva, conhecido como Mestre Pinheiro, nascido em Juiz de Fora, no dia 11 de agosto de 1952. Filho de José Antonio da Silva (já falecido) e de Alaíde Pinheiro.

Casado com a Psicóloga e Professora de Ballet Waldéa de F. D. Couto Pinheiro. Pai de dois filhos: Daniel Diego Couto Pinheiro e Matheus Joahnnes Couto Pinheiro.

"Eu iniciei na capoeira ainda muito jovem, aconselhado por um músico e judoca amigo meu chamado Manoel. Na época estudávamos juntos no SENAI, ele vendo como eu gostava de uma briga de rua me aconselhou a praticar capoeira, pois eu poderia apanhar se não soubesse me defender.

Mais tarde conheci Mauricio (já falecido) e João que jogavam um pouco de capoeira de rua. Em seguida conheci um senhor de idade mas malandro de jogo que passou a me ensinar as artimanhas da capoeira. Este senhor tinha o apelido de Gaúcho e subia o morro todo final de semana para jogar cartas valendo dinheiro. Era malandro do morro e exímio capoeirista, respeitado por todos, por muito tempo me passou a malícia da capoeira. O aprendizado durou muito tempo até que Gaúcho desapareceu e nunca mais deu notícias.

Na época, não existiam grupos de capoeira em Juiz de Fora. O ensino era totalmente discriminado e os poucos que praticavam eram taxados como brigões do morro, marginais... Segundo um livro publicado sobre a história de Juiz de Fora que me foi doado pelo professor de história Juarez Venâncio do colégio Academia de Comércio (no qual sou mestre de capoeira desde o ano de 1977) a capoeira chegou em Juiz de Fora através de um negro descendente de escravos africanos.

A associação Capoeira do Bonfim foi fundada por mim em 30/09/1972 a convite do Pe. Theodoro Joahnnes Verbruggen, que na época era diácono da igreja Santa Rita de Cássia. Depois de assistir um ensaio de capoeira da peça Brasil Folclórico, ficou encantado com a capoeira e então fez-me o convite para iniciar um trabalho no bairro Bonfim, nas dependências da igreja citada. Neste local a Capoeira do Bonfim funcionou durante 34 anos ininterruptos, com o apoio dos padres crúzios que hoje não fazem mais parte daquela paróquia, assim como a Capoeira do Bonfim também não faz. Agora ela está no clube montesinas, perto de sua antiga sede.

A capoeira naquela época não tinha uma graduação oficial. Essa teve seus estudos iniciados em 1971, e foi oficializada e pela confederação brasileira de pugilismo somente após 1972. Participei ativamente de sua aprovação e de parte dos estudos realizados para a criação da mesma, que prevalece até hoje com algumas modificações.

Os dois primeiros alunos da capoeira do bonfim foram: Edson (didinho) e Carlinhos. Depois vieram Nenem, Geraldinho, David, Álvaro, Cesar Souvenir, Rafael, Marcelo, Edson, Messias, Zé, Hélio, Olímpio, Geraldo, Josapha, Pedro, Hélio Balduti, Perotti, Marche, Jurandir e muitos outros.

Essa foi realmente a primeira turma de 1972. Depois veio outra turma, na qual foi formado primeiro mestre da Capoeira do Bonfim: Mestre Renato. Já não mais praticante. Em seguida formaram-se os mestres: Perotti, César, Ivan (de Muriaé), Marche, Ricardo (de São João Nepomuceno), Ademir, Amorim...

O jogo de antigamente era mais duro e desprovido das técnicas atuais. O que valia era o capoeirista ser valente e corajoso, sem ser desleal e covarde. Tinha que saber respeitar as regras do jogo. Hoje em dia o capoeirista é mais técnico, com movimentos mais bonitos e vistosos. Porém muitos deles desconhecem as regras do jogo e ao levarem a primeira rasteira, ficam loucos e querem partir de imediato para a agressão, esquecendo que a capoeira é um jogo que pode se ganhar ou perder independente da qualidade técnica.

O método de ensino adotado é de minha própria criação, sigo os princípios básicos da capoeira angola e regional. Procuro adaptar para cada turma um tipo de trabalho. Porém nunca esqueço das tradições e dos fundamentos. Nunca fui mestre de dar aulas através de fitas de vídeo, sempre procurei me atualizar e aprimorar os meus conhecimentos.

Quanto ao trabalho com deficientes, adapto os movimentos da capoeira para que possam ser aplicados pelos mesmos. Em breve pretendo iniciar um trabalho com deficientes visuais. Gosto do trabalho de muitos mestres, e alguns dos que admiro são: João Pequeno, Cúrio, Claudio, King Kong, João Grande, Suassuna, Maurão, Camisa, Dunga, Marlon, Burguês, Arere, Martins, Nacional, Dé, Di Mola, Beiçola, Toninho Cavalieri, Mão Branca, Santos, Gato, Israel, Paulo Elias, Ricardo, César, Cobrinha, Morais, Amorin, Perotti, Ligeiro, Luizão, Molejo, Tarcísio, Kiko, Moya, Peixinho, levy entre outros.

Já visitei quase todos os estados levando a capoeira: Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, Curitiba-PR, Salvador-BA, Belo Horizonte-MG, Foz do Iguaçu-PR e outras. Entretanto a mais distante foi Redenção no estado do Pará, onde fundamos uma filial da Capoeira do Bonfim com o mestre Lins também formado em nosso grupo.

Hoje a capoeira, é considerado como o único esporte genuinamente brasileiro e mais completo,pois além de movimentar todo o corpo ainda conta com a musicalidade. É reconhecida e respeitada como um importante instrumento de educação.

A Capoeira do Bonfim me trouxe muitas alegrias e tristezas. Eu dedico todo o meu trabalho ao aluno e ele me paga com ingratidão. Na hora de produzir pela capoeira e sua associação ele simplesmente me dá as costas, troca por outro sem qualificação e experiência.

Mas quem escolheu este mundo tem que estar preparado para tudo de bom e ruim. Preparado para as horas felizes, dias de ingratidão e anos de sofrimento. Até que um dia fique vacinado contra esses males. Entretanto a capoeira é tudo na minha vida, sem ela não sei viver. Ela me traz momentos de rara felicidade, amizade, companheirismo, segurança, cultura, lazer... E o que é mais importante na vida a saúde e a vontade de viver cada vez mais." Hoje a Associação Capoeira do Bonfim expandiu-se, ganhando filiais em toda região da zona da mata mineira. É um grupo que cresce com cautela, sem importar com quantidade, mas manter seu nível em qualidade.

A cada nova turma que é formada, ou a cada aluno que inicia, são novos rumos que a capoeira poderá tomar, novas pessoas a ajudar no desenvolvimento da arte, seguindo a filosofia do grupo: "Mens Sana in Corpore Sano".

site grupo: http://www.capoeiradobonfim.com.br




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