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Milton Santos | Mestre Bobó | Bahia 1925- 1994


Mestre Bobó, nasceu em Salvador, em 25 de março de 1925, em condição muito humilde. Teve de "pegar no pesado" muito pequeno, trabalhando para contribuir no sustento da família.

Trabalhava pescando no Dique do Tororó, daí a herança do apelido "Bobó", pois pequenino e franzino assemelhava-se a um peixe muito comum neste local. Trabalhou como engraxate e na construção civil inicialmente como servente e depois como pedreiro, sempre com muita dificuldade financeira.

Mestre Bobó desde a infância andava observando e dando seus primeiros passos nas rodas de samba e capoeira.

Gostava muito de samba e estava sempre acompanhado de seu pandeiro, preservado na sua capa de couro preto. Como sambista participou de vários movimentos de samba; festas de largo, blocos e escolas de samba como a Diplomata de Amaralina que foi tricampeã com a participação do Mestre e sua equipe da Academia Cinco Estrelas. Organizava e liderava a ala da capoeira e do maculelê. Era muito requisitado não só por ser bom instrumentista e compositor, mas também pela sua capacidade de organização e exigência.

Como Mestre de Capoeira foi figura de muita expressão gozando de grande prestígio nas rodas de capoeira. Era pequeno, franzino, aparentando fragilidade física, mas era grande no jogo, flexível, esperto, conservador da tradição da malícia e da mandinga dos velhos capoeiristas baianos. Tinha grande domínio sobre os fundamentos da capoeira angola e por isto era considerado um "Mestre".

Fundou a Academia de Capoeira Angola Cinco Estrelas no ano de 1962. Vários capoeiristas passaram por sua academia. Ensinou a capoeira por mais de 50 anos no bairro do Tororó e no Dique Pequeno do Tororó, onde aconteciam suas rodas de capoeira na Porteira, principalmente quando havia "bavi".

A sua capacidade de organização e liderança se manifestava tanto no samba quanto na capoeira. Tendo sido convidado para dirigir a academia de Mestre Pastinha no "51" do Pelourinho, por algum tempo, quando este se encontrava muito enfermo.

Casou e teve 5 filhos os quais terminou de criar sozinho com muita dedicação, tendo recusado propostas de se transferir para o exterior, para deles não se afastar.

Mestre Bobó era muito requisitado para os eventos de capoeira onde sua presença era indispensável, pois emprestava prestígio abrilhantando o acontecimento. Comparecia sempre com muita humildade, alegria e satisfação, pois acreditava que tais convites significavam o reconhecimento do seu trabalho e a valorização da sua capoeira angola. Para ele não importava que fosse evento de angoleiros ou de regionais desde que fosse bem tratado.

Porém todos os aplausos que recebeu não representaram uma conquista equivalente no plano material. Ao lado da esperteza transmitida na sua capoeira refletia-se uma ingenuidade, comum das pessoas simples, impedindo-o de perceber o limite entre a admiração e o aproveitamento.

Mestre Bobó faleceu no dia 8 de julho de 1994 após uma longa enfermidade, 3 anos, contando com a solidariedade de uns poucos amigos que providenciaram pequenas condições para sua sobrevivência. Dizia que "Na capoeira não se ganha dinheiro, mas se ganha amizade" e que "Mestre é aquele que olha para a condição dos outros.




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