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Francisco Thomé dos Santos Filho | Mestre Bigo | Bahia ND


"Jogando capoeira, eu sou criança "Mestre Bigo (Francisco 45)

Francisco Thomé dos Santos Filho é natural do município de Vera Cruz, Ilha de Itaparica. Nasceu com o umbigo saltado – e foi por essa característica que recebeu o apelido Bigo, que usa até hoje.

A fala mansa e o semblante tranqüilo enganam. Na roda de capoeira, é dono de um jogo de muitas chapas e mandingas, incrivelmente ágil para os seus 57 anos. Aprendeu tudo com Mestre Pastinha. "Não tive nenhum outro mestre. Foi só ele. Para mim, é só Pastinha" orgulha-se.

Tudo começou em agosto de 1954. Francisco, ainda menino, foi levado por um tio para uma apresentação de capoeira. De tanta insistência, convenceu o estivador a levá-lo para a Academia de Mestre Pastinha.

Dentro do Centro Esportivo de Capoeira Angola, o "Francisquinho" de Pastinha cresceu. E foi lá que recebeu seu segundo apelido, "45?. Quando jovem, Francisco 45 dividia seu tempo entre o trabalho de estivador e as apresentações de capoeira em teatros da cidade.

A capoeira o levou para conhecer São Paulo – onde fez um show no Ibirapuera, com João Pequeno e mais dois companheiros. A cada ano, e ainda mais quando Pastinha ficou cego, sua relação com o Mestre era de maior fidelidade.

Bigo o acompanhava de casa para a Academia, ou para onde precisasse. E Pastinha, mesmo sem enxergar, conseguia reconhecer o discípulo apenas pelo som de seus passos. Com a morte de seu querido Mestre, Bigo mudou-se de vez para São Paulo.

Desiludido com o triste fim de quem lhe ensinou tudo que sabia, não quis mais saber de Capoeira Angola. "Muitos achavam até que eu tinha morrido", diz. Passaram-se muitos anos até Mestre Bigo iniciar um trabalho com crianças, em um grupo de Regional.

Três alunos deste espaço, percebendo o brilho nos olhos do Mestre a cada encontro de Capoeira Angola, construíram uma academia para convencê-lo a dar treinos. E assim, como uma prova de que, como ele mesmo diz, "o angoleiro perde a batalha, mas nunca perde a guerra", Mestre Bigo voltou às suas raízes. Batizou seu grupo de Ilê (Casa) Axé (Força). E desde então nos presenteia com toda a energia de suas rodas na Zona Sul da cidade.




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